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Procurações

Procuração dos Estados Unidos para uso na Colômbia

Guia prático · Publicado em 29 de julho de 2026

Procuração notarial com apostila
Imagem ilustrativa; não representa um certificado oficial.

Uma procuração outorgada nos Estados Unidos para usar na Colômbia só funciona se três peças se encaixarem: o texto tem os poderes exatos que o destinatário pede, a assinatura foi autenticada pela via correta e o documento chega no idioma e formato que a entidade colombiana aceita. Antes de assinar qualquer coisa, peça ao cartório, banco, registro, advogado ou entidade colombiana que confirme o texto e os poderes necessários; corrigir uma procuração depois de apostilada quase sempre custa mais tempo do que fazer certo da primeira vez.

Procuração especial e procuração geral

A procuração especial se limita a um ou vários atos concretos e costuma ser a que bancos, cartórios e curadorias pedem: vender um imóvel determinado, representar alguém em um processo de sucessão específico, sacar fundos de uma conta identificada ou assinar a escritura de compra e venda de um bem já identificado na procuração. A procuração geral autoriza quem a recebe a atuar em uma ampla gama de assuntos e, por seu alcance, geralmente precisa ser outorgada por meio de escritura pública na Colômbia ou seu equivalente reconhecido no exterior, não por um formulário notarial simples.

A apostila não corrige uma minuta incompleta nem confirma que os poderes outorgados sejam suficientes para o trâmite. Ela apenas certifica a origem da assinatura e a qualidade do funcionário que a autorizou. Se o texto da procuração não descrever com precisão o ato, o bem ou a conta, a entidade colombiana pode rejeitá-la mesmo que a apostila seja perfeitamente válida.

O que a minuta deve conter antes de assinar

A redação da procuração (chamada minuta) é a parte que mais gera rejeições, não a apostila em si. Antes de marcar uma cita notarial ou consular, confirme com quem receberá o documento na Colômbia (cartório, banco, curadoria, tribunal ou registro) o que o texto deve incluir:

  • Identificação completa do outorgante e do procurador, incluindo números de identificação ou passaporte.
  • Descrição precisa do bem, conta, processo ou trâmite sobre o qual o procurador atuará (endereço do imóvel, número de matrícula, número da conta, número do processo, conforme o caso).
  • Poderes expressos: na Colômbia certos atos, como vender, hipotecar ou fazer transações, exigem que a procuração os mencione explicitamente, e não basta uma autorização genérica.
  • Validade e, se aplicável, condições de revogação.
  • Se o outorgante quiser que a procuração produza efeitos também fora da Colômbia, vale esclarecer isso no texto.

Caminho 1: reconhecimento perante um consulado colombiano

O outorgante pode ir a um consulado da Colômbia nos Estados Unidos para reconhecer sua assinatura ou, em alguns casos, formalizar diretamente a escritura correspondente perante o cônsul, que exerce funções notariais para colombianos e, em certos trâmites, para estrangeiros. Essa via costuma ser pedida em espanhol e, em alguns consulados, exige-se que o documento chegue sem assinatura para que ela seja lançada na presença do funcionário consular; assinar antes da cita pode obrigar a repetir o trâmite. A grande vantagem prática dessa via é que um documento reconhecido perante consulado colombiano normalmente não precisa de apostila adicional nos Estados Unidos, porque o próprio consulado atua como autoridade colombiana. Cada consulado (Washington, Nova York, Miami, Chicago, Houston, Los Angeles e outros) pode ter requisitos de agendamento, documentos de apoio e formulários ligeiramente diferentes, por isso confirme o procedimento exato com a repartição correspondente à sua jurisdição antes de comparecer.

Caminho 2: notário americano e apostila estadual

Quando ir a um consulado não é prático, seja por distância, disponibilidade de horários ou urgência, a procuração pode ser assinada perante um notário público comissionado em um estado dos EUA e depois apostilada. É importante entender que o sistema notarial americano é descentralizado: cada notário recebe sua comissão de um estado específico, e a apostila precisa ser tramitada nesse mesmo estado, geralmente perante o gabinete do Secretary of State ou a autoridade equivalente. A Flórida não apostila assinaturas notariais feitas por um notário comissionado em outro estado, e nenhum órgão apostilante aceita uma fotocópia no lugar do documento original com a assinatura e o selo notarial em tinta. A sequência correta é: (1) identificar em que estado o notário que vai assinar está comissionado, (2) assinar a procuração perante esse notário, e (3) levar o original notarizado ao órgão apostilante desse mesmo estado.

Tradução oficial e envio à Colômbia

Se a procuração foi redigida em inglês, a entidade colombiana que a receberá quase sempre pedirá uma tradução oficial para o espanhol, feita por um tradutor reconhecido segundo as regras dessa entidade (cartório, banco ou tribunal podem ter critérios diferentes sobre quem pode traduzir). Uma prática que evita contratempos é apostilar primeiro o documento no idioma original e traduzir depois, deixando a tradução como um documento anexo que acompanha, mas não substitui, o original apostilado. Mantenha a apostila grampeada ou fisicamente unida ao documento tal como a autoridade emissora a entregou: não separe as páginas, não as grampeie novamente em outra ordem e não digitalize o conjunto desmontando-o, porque algumas repartições colombianas verificam se o pacote não foi alterado.

Erros comuns que atrasam o uso da procuração

  • Assinar a procuração antes da cita quando o consulado ou a lei exigia que fosse assinada na presença do funcionário.
  • Redigir poderes genéricos quando o ato (venda, hipoteca, transação) exige menção expressa.
  • Apostilar em um estado diferente daquele da comissão do notário que assinou.
  • Enviar uma fotocópia ou um PDF impresso em vez do original com apostila física.
  • Traduzir antes de confirmar qual tradutor a entidade destinatária aceita.
  • Omitir a descrição exata do bem, da conta ou do processo a que a procuração se refere.
FAQ

Perguntas frequentes

Ainda tem dúvidas? Envie-nos o seu caso específico e analisamos com você.

A apostila valida o conteúdo da procuração?+
Não. A apostila autentica a assinatura, o selo e a qualidade do funcionário que autorizou o documento; não certifica que os poderes outorgados sejam corretos, suficientes ou estejam bem redigidos para o trâmite específico.
A Flórida pode apostilar uma procuração assinada perante um notário de Nova York?+
Não. A apostila corresponde à autoridade do estado onde o notário que assinou está comissionado, independentemente de onde o outorgante resida ou de onde o documento será finalmente usado.
Um modelo genérico baixado da internet serve?+
Não necessariamente. O destinatário colombiano (cartório, banco, curadoria ou tribunal) precisa confirmar o ato exato, os dados que o texto deve conter e os poderes expressos exigidos antes de assinar e apostilar.
Posso revogar uma procuração já apostilada?+
Sim. A revogação geralmente segue uma formalidade equivalente à do outorgamento (assinatura perante notário ou consulado, e em alguns casos também apostila), e vale notificar a revogação à entidade perante a qual a procuração original foi apresentada.
A procuração precisa ser redigida em espanhol?+
Depende da entidade destinatária. Alguns consulados e cartórios colombianos pedem que o documento chegue diretamente em espanhol; outros aceitam o original em inglês acompanhado de tradução oficial. Confirme o critério exato antes de redigir a minuta.
Quanto tempo leva para apostilar uma procuração?+
Varia conforme o estado, a época do ano e se é usado um serviço expresso. Não existe um prazo único aplicável a todos os estados; confirme o tempo estimado vigente com o órgão apostilante ou com quem cuidar do trâmite por você.

Este conteúdo tem caráter informativo. A Integramerica não é um escritório de advocacia e não presta assessoria jurídica. Os requisitos e a aceitação final dependem da autoridade receptora.

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